Pena Vadia

The unscripted wanderings of a trampish pen.
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  • Alfredo Bosi: o sopro vital

    Interessava a Bosi entender como a liberdade era escavada na escrita, algumas vezes de forma aberta, outras vezes de forma contida e recôndita como se os compromissos e a situação social e política fossem uma força operando dentro do sujeito, ao mesmo tempo contra e a favor dele.

  • Entrevista – Portuguese Newsletter

    A entrevista a seguir foi publicada na Portuguese Newsletter da AATSP (American Association of Teachers of Spanish and Portuguese). Foi um grande prazer conversar virtualmente com a Luci Moreira.

  • Mário Makunaimã

    O texto a seguir foi apresentado na oficina Amazonian Poetics| Poéticas Amazônicas, que organizei com Marília Librandi e Carlos Fausto no Brazil LAB da Princeton University. Acrescentam-se fotografias dos encontros em Princeton e no Rio de Janeiro.

  • O choro de Letícia Dornelles: a mágica bolsonarista

    Acuada pelas críticas, Letícia Dornelles chorou, e chorou muito. Provavelmente eram lágrimas sentidas. Mas a discussão pública se faz com ideias e, diante de ideias, a estratégia parece ser a de desviar a atenção do foco (o que se estava debatendo) e mergulhar num espetáculo que fala ao coração, para evitar o debate. É uma espécie de prestidigitação: o olhar da plateia é dirigido a outro ponto, enquanto a “mágica” se faz.

  • Entre duas cenas: Ricardo Piglia

    Recordo uma cena rápida. Estávamos sentados, conversando animadamente à volta de uma mesa, quando uma pessoa fez o elogio da maconha, defendendo-a como “uma droga coletiva”. Ricardo sorriu e assentiu, satisfeito, cerrando os olhos.

  • Alexandra Lucas Coelho: uma escritora entre muitos mundos

    Deus-dará não oferece um simples retrato alegórico do Brasil, observação aliás que vale também para o livro mais recente de Alexandra Lucas Coelho, Cinco voltas na Bahia e um beijo para Caetano Veloso, que é um aceno e também uma resposta à necessidade de ampliar os Brasis que se estampam nos seus retratos, sempre vivos, jogados entre perguntas sibilinas e respostas que ao mesmo tempo revelam e despistam, como em toda boa literatura.

  • Heidegger e o iPad: presença e imagem na pandemia

    A acreditar-se nas sugestões de Heidegger, a angústia vem para nos salvar, porque, com ela, aquele eterno e infernal “ocupar-se” é substituído por uma abertura, isto é, pela lembrança da presença da finitude que, ao invés de paralisar, permite que o ser se abra ao mundo dos possíveis. Nas suas palavras, o presente da angústia “mantém o instante — pelo qual e só por ele esse presente é possível — pronto para o salto”.

  • Clémence

    Clémence Jouët-Pastré nos deixou no dia 12 de novembro do ano passado. Escrevi este obituário para a Portuguese Newsletter da AATSP, editada por Luci Moreira. Pensar em Clémence Jouët-Pastré me faz sentir…

  • From grief to action: at Princeton, the one-year anniversary of Marielle Franco’s assassination

    Angela Davis’ embrace of Mônica Benício was an important moment in the history of international feminism, but it was more than that. It was also the recognition of the pain that is left by the wayside, begging to be remembered, to be included in the collective memory and its endless web of Marielles, Dandaras, and Marias.

  • A chacina da Luz

    Os corpos jazem diante de um velho arquivo que somos convidados a remexer e deixar sempre aberto. Foi emocionante visitar a exposição com a curadora, Giselle Beiguelman. Ouvindo-a, fiquei lembrando a lição de Derrida, para quem o “arquivo” é também aquilo que encobre um segredo.