Category / Amizade / Ficção / Literatura

    Loading posts...
  • Entre duas cenas: Ricardo Piglia

    Este pequeno depoimento foi publicado na revista “parêntese“, de Porto Alegre, no dossiê “Operação Piglia“. A fotografia da casa em que Piglia vivia, em Princeton, é minha.

    Ricardo Piglia inicia o “Prólogo” de sua Antología Personal, publicada em 2014, com o relato de sua ida ao cinema, para ver um filme estrelado por Arnold Schwarzenegger, baseado numa estória de Philip Dick sobre inteligência artificial e as recordações alheias.… Read the rest

  • Clémence

    Clémence Jouët-Pastré nos deixou no dia 12 de novembro do ano passado. Escrevi este obituário para a Portuguese Newsletter da AATSP, editada por Luci Moreira.

    Pensar em Clémence Jouët-Pastré me faz sentir como se eu pudesse escrever em nome de uma pequena multidão.… Read the rest

  • Antonio Candido

    A literatura contra a morte: Antonio Candido (1918-2017)

    A última vez que vi Antonio Candido foi em sua casa, no ano passado, quando eu e Lilia Schwarcz lhe demos um exemplar da edição crítica de Raízes do Brasil, que ele recebeu com grande entusiasmo. Nós, um pouco embaraçados, porque a edição no fundo vai contra a famosa interpretação que ele fez do amigo Sérgio Buarque, considerando-o um democrata “radical” já lá na década de 1930.… Read the rest

  • Ricardo Piglia

    Literatura e respiração: Ricardo Piglia (1940-2017)

    Lemos como quem quer respirar. Continuar a leitura é às vezes uma necessidade estranha e imperiosa, como quando se arranca na corrida sem que haja mais fôlego.

    O escritor é um leitor in extremis, alguém para quem a parada não faz parte do jogo.… Read the rest

  • Cenas de leitura

    O ensaio a seguir saiu na piauí deste mês. Foi muito difícil escrevê-lo.

    A leitura é um tema que atravessa a vida e a obra de Ricardo Piglia. Onde estamos e quem somos quando lemos? São perguntas que retornam em seu último livro, Los Diarios de Emilio Renzi: Años de Formación, que acaba de ser lançado pela editora Anagrama, de Barcelona.… Read the rest

  • Do Facebook. Ou de como Montaigne faria hoje os seus amigos

    Há poucos dias me emocionei com um vídeo em que Lachlan, um bebê de sete semanas, reagia maravilhado aos primeiros sons que ouvia, graças a um aparelho de surdez recém-implantado. Aquilo me pareceu sagrado: o brilho nos olhos do menino, que até ali esperneara com o invasivo aparelho, provinha das lágrimas que de repente estancaram e, no mesmo instante em que ele ouviu o som ao redor, cederam a um sorriso e a uma pequena boca aberta, como um biquinho que quer significar algo.… Read the rest