Pedro Meira Monteiro

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Nós somos muitas

A fantasia imperou ontem no Terreiro do Paço, em Lisboa, numa gigantesca festa LGBT à beira do Tejo, com dança, bebidas, música eletrônica e a mistura de todas as tribos, inclusive famílias […] Havia um tanto de Medeia e outro tanto de Lisístrata no Terreiro do Paço, como se o gesto indômito de uma drag queen se projetasse, desajeitado, na paisagem de uma pequena aldeia.

O pai, lá em cima

Uma história sempre esconde outra, que esconde outra, e assim por diante, até que a cadeia se interrompe e surge um relato capaz de siderar todas as histórias. A narrativa funciona então como um alento que permite às personagens de uma trama confusa respirar. No novo livro de Chico Buarque, esse sopro vital vem do século XX inteiro: nazismo, cultura de massas, guerra fria, ditaduras, intelectuais, música, afeto e política, tudo se junta na busca pelo que o pai deixou inexplicado.

Lição de férias

Ontem recebi um e-mail da Marina, minha sobrinha de treze anos, com o seguinte pedido:

“PQ, eu tava aqui na casa da vovó lia fazendo lição de férias de português e não sabia como fazer. então, eu pedi ajuda pra ela e ela me ajudou, mas disse que voce poderia saber melhor. a lição é sobre linguagem conotativa, e aí vai ela:”

Aí vai ela… O que vinha eram três perguntas sobre a “linguagem conotativa” no “Brejo da Cruz”, de Chico Buarque.

Pedro Meira Monteiro