Pedro Meira Monteiro

Pena Vadia

Precariousness rocks: Brazilian counterculture, from Hélio Oiticica to Daniela Thomas

However, the parallel with Leminski stops right about here. Ironically, Oiticica’s drug of choice was not pot, but rather cocaine in the ebullient New York of the 1970s. Cocaine is less linked to relaxation but does create new sensory spaces, bringing about the remarkable “cosmococas,” those rooms that envelop you in frantic music and images.

Onde estão as mãos pretas

Caetano poderia ter parado por aqui, na simples constatação de um momento de elevação cultural, por assim dizer. Mas convém prestar atenção ao espetáculo que ele estreou poucos anos após a publicação de Verdade Tropical (1997) no Brasil, intitulado Noites do Norte (2001). O show é uma verdadeira dramatização de suas memórias sobre a música popular brasileira, com as fronteiras entre texto e encenação musical praticamente se dissolvendo.

A Bahia tem um jeito (para o Brasil)

No fim de julho, eu e dois colegas de Princeton visitamos a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Estivemos em dois de seus campi – Itabuna e Porto Seguro – e em alguns dos inúmeros galhos que a universidade cultiva na região. São colégios universitários como o de Coaraci e escolas como o CIEPS (Complexo Integrado de Educação de Porto Seguro).

Oiticica reloaded

Da janela do meu prédio, em Campinas, vejo no sinal vermelho o cidadão com seu magnífico impermeável amarelo, equilibrando o guarda-chuva e os malabares. Chove torrencialmente.

Lula: anos de formação, de Alfredo Bosi

LULA: ANOS DE FORMAÇÃO

Alfredo Bosi

O filme “Lula, o filho do Brasil”, dirigido por Fábio Barreto e lançado em 2009, tem, a meu ver, um mérito incontestável, o seu título. Quanto mais nos entranhamos na biografia de Luiz Inácio Lula da Silva, mais nos impressiona a sua relação intrínseca com o homem brasileiro, não tomado em geral, alegoricamente, mas o homem brasileiro, na sua condição concreta de pobre, nordestino, pernambucano do Agreste a meio caminho do sertão, logo também sertanejo, migrante, menino que trabalha na rua, aprendiz de operário, operário especializado, enfim membro de sindicato.

Nós somos muitas

A fantasia imperou ontem no Terreiro do Paço, em Lisboa, numa gigantesca festa LGBT à beira do Tejo, com dança, bebidas, música eletrônica e a mistura de todas as tribos, inclusive famílias […] Havia um tanto de Medeia e outro tanto de Lisístrata no Terreiro do Paço, como se o gesto indômito de uma drag queen se projetasse, desajeitado, na paisagem de uma pequena aldeia.

Pedro Meira Monteiro