Pedro Meira Monteiro

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January 2015

Do Facebook. Ou de como Montaigne faria hoje os seus amigos

Há poucos dias me emocionei com um vídeo em que Lachlan, um bebê de sete semanas, reagia maravilhado aos primeiros sons que ouvia, graças a um aparelho de surdez recém-implantado. Aquilo me pareceu sagrado: o brilho nos olhos do menino, que até ali esperneara com o invasivo aparelho, provinha das lágrimas que de repente estancaram e, no mesmo instante em que ele ouviu o som ao redor, cederam a um sorriso e a uma pequena boca aberta, como um biquinho que quer significar algo. Não há pessoa de bem que não se emocione diante da cena.

Pedro Meira Monteiro