Pedro Meira Monteiro

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August 2014

O interesse pelo Brasil

Aqui, a entrevista que dei a Dau Bastos, recém-publicada no Fórum de Literatura Brasileira Contemporâneada UFRJ: “O interesse pelo Brasil se acendeu, e não acho que vá se apagar tão facilmente”. Os avanços sociais, políticos e econômicos do país nos últimos anos despertaram o entusiasmo de nosso povo e a atenção do mundo, irmanados na crença de que finalmente havíamos decolado.

O domínio da música

Quando, sob a batuta de Bismarck, arquitetava-se a unificação do que hoje chamamos de Alemanha, “ferro e sangue” foi a metáfora usada para invocar o espírito germânico. Após a guerra franco-prussiana, em 1871, as artes deveriam irmanar-se à política. Em bom espírito romântico, tratava-se de banhar o passado e o futuro nas luzes regeneradoras do mito, levando a crer no caminho inelutável de um povo.

Aula Final

Nicolau Sevcenko era uma pessoa inesquecível. Costumava dizer que havia nascido canhoto: gauche seria uma boa definição para ele. Diferente, na verdadeira e única acepção da palavra, ele pensava e agia de maneira única e pessoal. Fosse por sua aparência — sempre de preto, com seu cabelo amarelado e partido para o lado de uma forma que ninguém entendia, fosse por sua interpretação pessoal da vida e dos fatos presentes ou passados, Nicolau era sempre Nicolau.

Norte e Sul

A Flip tem momentos muito divertidos, e muito tocantes também. Dos divertidos, guardo a fala sincera de Jaguar olhando a plateia, na Tenda dos Autores: “o que vocês querem de mim? Eu nunca gostei de professores”. Isso depois de ter dito que os 3 meses passados na prisão, em 1969, foram um período excelente: “quando mais eu poderia ler Guerra e Paz?” Conta também que tentou ler o Ullises, mas não passou da página 15: “você liga para o Joyce, e tem o Antonio Houaiss na linha”.

Pedro Meira Monteiro