Pedro Meira Monteiro

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September 2009

Taking Woodstock

Inspirado no livro de Elliot Tiber, Taking Woodstock é uma joia. Uma joia, porque recusa a abordagem direta e crua do concerto mítico. No filme de Ang Lee, tudo se passa à volta de Woodstock. Não ouvimos os sons de Woodstock senão como remota música de fundo, e não vemos o palco senão como um centro distante do universo, fascinante e intangível.

Em Taking Woodstock, a idealização da contracultura é compensada pela perspectiva, que é porventura a questão central do filme.

A escrita se ouve: um grilo

Tempos atrás, os textos eram batidos à máquina. Todo o processo de “edição” era então mais demorado, porque o que se escrevia jamais se distanciava completamente do lado concreto da vida: os tipos, e a tinta sobre o papel, faziam as vezes de aríetes que rasgavam coisas, antes de rasgar o espírito do leitor. Entre a escrita e o leitor, havia algo, que hoje se substitui pelo brilho de uma tela.